Dra. Vanessa M. Cesnik-Geest

Oi, eu sou a Dra. Vanessa M. Cesnik-Geest, idealizadora desse Projeto que eu chamo carinhosamente de Falando Naquilo. Dedicado especialmente para Profissionais da saúde.

Como é falar “daquilo”? É isso mesmo que está pensando, falar sobre sexualidade. Como é para você falar ou ouvir sobre esse tema com seu paciente?

Não fique intimidado(a), aliás, pelo contrário, sinta-se a completamente à vontade. Esse programa foi desenvolvido para falar com segurança, responsabilidade e leveza sobre este tópico Tabu.

#educartransforma

Já percebeu que quando a sexualidade é expressa de forma banalizada todos adoram dar a sua contribuição? Mas quando é preciso tratá-la com seriedade muitos se esquivam? Como isso afeta sua vida profissional? Como foi a sua preparação acadêmica?

Um pouco da minha história:

O que me levou para Psicologia?

Quando era mais nova eu tinha um problema sério: Vivia prisioneira. E a regra da prisão era simples: agrade a todos menos a si mesma. Me tornei uma pessoa triste, sufocada e sem Vida.

Após vivenciar processos de autoconhecimento e terapia percebi que existia uma força interna e Vida fora da prisão e prazeres que eu nem sabia que existiam. Tinha muitos motivos para me alegrar. Para não cair em novas prisões minha Essência precisava de cuidados e orientações.

Me encantei com a descoberta e fiz dela minha missão. Ajudar pessoas a encontrarem, também, essa essência amorosa que existe dentro deles.

A partir dessa decisão comecei minha formação. A Faculdade de Psicologia foi um dos principais caminhos nessa estrada, mas não parei por aí. Continuei minhas especializações tanto na área científica quanto na área holística porque me apaixonei por conhecer melhor o Ser Humano e seu funcionamento integrado.

O que me levou a criar o Projeto Falando Naquilo?

Meu interesse por estudar a temática da sexualidade surgiu durante a faculdade de Psicologia em 2009, quando realizei a pesquisa sobre a Vida Sexual de mulheres com Câncer de Mama.

Um dos relatos que me marcou nesse estudo foi de uma paciente que requisitou uma orientação sobre lubrificação vaginal para ajudar na secura que atrapalhava as relações sexuais e a médica que a operou pediu para que não tivesse relações sexuais naquele período e que pedisse o lubrificante novamente, no próximo retorno. Porém, nos próximos retornos, a paciente foi atendida por médicos homens e ela se sentiu envergonhada de falar no assunto com eles, de modo que voltou a ter relações sexuais com dor e sangramento.

A partir desse e de outros relatos, somados à literatura que estudava, percebi que os profissionais de saúde em geral tinham dificuldades em lidar com questões que envolviam a sexualidade dos pacientes e que a maioria evitava esses assuntos, durante os atendimentos. Pesquisando mais um pouco observei que esta lacuna de conhecimentos acompanhava esses profissionais desde sua formação. Um exemplo disso é a minha própria graduação em Psicologia que não ofereceu nenhuma disciplina sobre sexualidade humana.

Foi com essa ideia que fui fazer minha pesquisa de doutorado na USP sobre treinamento da temática da Sexualidade para profissionais da saúde. Atuei também em consultório e em um Hospital de pessoas com deficiências múltiplas com diversas vivências práticas sobre o tema, além da formação em Sexologia Clínica. A partir dessas diferentes vivências, percebi que uma maneira de ajudar os pacientes era auxiliar os profissionais de saúde com treinamentos e ações educacionais, a fim de preencher as lacunas de competências que eles apresentavam na área da sexualidade e aumentar o conforto em lidar com essas questões.

Porque Profissionais da Saúde? Sempre me fiz essa pergunta: “Quem cuida das pessoas que cuidam? Quem olha para as pessoas que olham?”. E acredito que através de cada Profissional transformado muitos pacientes serão beneficiados nas suas demandas de sexualidade.

Pensando nisso criei o 1° Congresso Online de Sexualidade para Profissionais da Saúde onde tivemos a participação de 31 palestrantes e +24.000 inscritos.

O que eu busco com tudo isso? Simples. Busco a VIDA.
E você? O que busca?

Agora eu quero te fazer um convite

Quer se sentir um profissional seguro, confiante e afetivo nos seus atendimentos com demandas sexuais? Com independência emocional e com brilho nos olhos diante dessa loucura que vivemos?

Isso é possível, e você pode fazer parte desse movimento, eu te convido a cadastrar o seu e-mail no campo abaixo e receber gratuitamente meus vídeos, palestras e artigos.